A Azul Linhas Aéreas apoia e motiva a trajetória de seus pilotos, do início ao fim, seja com programas de desenvolvimento de carreira e promoções internas, seja com homenagens a quem decolou com a companhia desde os primeiros voos. É o caso do veterano piloto Renato Mello, de 71 anos, que cumpria uma rotina de seções de treinamentos aos atuais pilotos e aos recém-admitidos nos simuladores de voo da Azul que estão instalados no Centro de treinamento em Viracopos, Campinas.
Com uma trajetória de 49 anos na Aviação, e 16 deles dedicados à Azul, sendo responsável pelo comando dos primeiros voos da aérea, o gaúcho e eterno comandante encerrou oficialmente sua carreira no início do ano, com uma homenagem-surpresa, que contou com os aplausos de colegas, amigos e familiares, em sua última aula de instrução de voo.
Os voos a serem alçados agora serão outros, mas o gaúcho, pai de duas mulheres e avô de dois netos, o Pietro e o Santiago (respectivamente de 8 e 4 anos de idade), sempre terá lições a ensinar para os jovens pilotos. Sua trajetória e suas vivências se confundem com a própria história da Aviação no país – e esse conhecimento é valorizado por todos os apaixonados pelo setor.
E ele não cita a sua atuação nos primeiros capítulos da Azul apenas como uma força de expressão. Mello, aliás, foi protagonista e estava na Tripulação que embarcou na Azul mesmo quando a companhia ainda não tinha aeronaves. Em 2008, até então, só acumulava experiências na pilotagem de Boeing, e precisou se preparar para pilotar a primeira aeronave da companhia, que foi um Embraer.
O amigo, o irmão, o pai e o avô que fortaleceram o Comandante
A filha Renata, aliás, mãe dos dois netos de Renato Mello, revela que o seu caçula, de 4 anos, talvez seja o único a seguir o exemplo e reforçar a tradição da família no setor. “Pietro, o mais velho, já decidiu que quer ser jogador de futebol, mas Santiago, que só conseguiu ter a experiência de estar com a avó em um simulador de voo, me contou que quer ser piloto”, explica.
Ela também conta sobre um momento único em sua adolescência – que saiu em defesa do pai e que foi um elogio e tanto. Durante um voo comandado por seu pai, Renata estava sentada ao lado do filósofo e escritor Mario Sergio Cortella – que nem era tão famoso na época. E ela o acalmou durante uma turbulência. Cortella teria perguntado se Renata não estava com medo. “Não, porque o piloto é meu pai”, respondeu, acalmando de fato o filósofo.
Gerson, o irmão do comandante e que esteve presente na homenagem de despedida na Azul, também se inspira no profissionalismo de Renato Mello e tem certeza de que foi essa postura e dedicação que sempre o fizeram receber convites de trabalho e construir trajetórias longas e de sucesso em cada companhia e empresa que esteve.
Finalmente, o amigo e piloto Mauro Piazza fez questão de incluir nas lembranças a habilidade de Renato como churrasqueiro, mas quis mesmo destacar as lições e o exemplo que o colega de profissão deixa em quase cinco décadas de atuação na Aviação nacional – desde os tempos de piloto executivo até seus voos como comandante nas principais empresas aéreas, como, nessa ordem, RioSul, Varig, VRG/Gol e Azul.
“Renato é muito querido por seus amigos e conhecido por sua seriedade e dedicação como piloto. Possui uma larga experiência na Aviação e deixa um legado de ensino aos mais jovens e de companheirismo aos inúmeros colegas com quem conviveu”, completa.
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